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Serif
Estes tipos de letras têm arremates (``serifas'')
nas extremidades das linhas, o que as torna elegantes e ideais para
impressão. Em sua maioria se baseiam em desenhos de famosos tipógrafos
do passado, tais como Pierre Garamond, Gianbattista
Bodoni e John Baskerville. Se classificam
em:
- Old Style: Derivam dos tipos usados nos
primórdios da tipografia. Caracterizam-se pela leveza do traço, com
boa proporção entre o corpo das letras e os arremates, havendo um
perfeito equilíbrio entre legibilidade e ornamentação. Exemplos: Garamond,
Venetian.
- Transitional: Derivam dos tipos dos
séculos XVIII e XIX, período marcado pela transição do Barroco para
o Classicismo. Fica nelas evidente uma maior preocupação com a facilidade
de leitura. Têm traços mais pesados e maior diferença de tamanho entre
os corpos das letras e os arremates. Exemplos: Baskerville,
Times New Roman.
- Classic: Também chamadas de ``Imperiais'',
estas surgiram quando a imprensa começou a se transformar em um veículo
de massa, sendo as fontes caracteristicamente associadas a ``letra
de jornal'' (como a antiga fonte usada pelo Jornal do Brasil). Procuram
modernizar o desenho original de Gianbattista Bodoni. Exemplos: Bodoni,
Twentieth Century.
- Slab-Serif: Tipos de desenho pesado e
geométrico, com pouca ou nenhuma diferença de espessura nas linhas
e arremates em ângulo reto. Surgiram em meados do século XIX e seu
uso tem sido sempre predominantemente decorativo. Exemplos: Serifa,
City
- Clarendon: Também chamadas ``Modernas'',
têm tipos arredondados, com diferenciação nítida, porém suave, de
espessura ao longo do traço. Refletem nessa característica o avanço
extraordinário da metalurgia, que permitiu tamanho refinamento. Exemplos:
Century Schoolbook, Charter.
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Jose Geraldo Gouvea
2004-03-17