Cada fonte contém determinada quantidade de símbolos. Dependendo do sistema operacional este conjunto de símbolos se chama ``página de código'' (``codepage'') ou ``conjunto de caracteres'' (``charset'').
Durante a maior parte da história da computação (até o início dos anos 80) não era possível usar nada mais que as 26 letras maiúsculas e as minúsculas ao lado dos números, dos sinais de pontuação e de alguns símbolos matemáticos. Isto acontecia porque os computadores foram inventados nos EUA e a língua inglesa não precisa de mais que isso. No total havia apenas 96 símbolos disponíveis.
Com o passar do tempo foram sendo criadas as ``páginas de código'' (codepages) que permitiam a utilização de alguns caracteres extras referentes a cada língua. Só que cada sistema operacional implementou isso de uma maneira diferente, o que criava enormes dificuldades para o intercâmbio de documentos, às vezes até mesmo entre dois computadores do mesmo tipo, mas localizados em países diferentes.
O surgimento da internet tornou necessário o desenvolvimento da compatibilidade
e as antigas páginas de código foram substituídas pelos modernos ``conjuntos
de caracteres'' definidos pela ISO. Somente com as regulamentações
ISO foi possível criar páginas de código padrão que permitiram a utilização
simultânea de vários idiomas em um mesmo computador e o intercâmbio
de arquivos em qualquer língua entre computadores diferentes
através da internet.
As páginas de código que existiam antes do surgimento da International Standards Organisation, em alguns casos, ainda continuam em uso. Isto acontece porque a ISO não chegou a definir um padrão para o sistema de escrita em questão ou por resistência aos novos padrões.