As fontes TrueType foram desenvolvidas nos anos 80 por um consórcio
da Apple e da Microsoft para libertar
o consumidor das restrições da Adobe, detentora do copyright
das fontes Postscript
. O objetivo era oferecer aos seus sistemas operacionais (Macintosh
e Windows) fontes escalonáveis sem terem que pagar uma fortuna pelo
licenciamento da tecnologia da Adobe.
Embora pensadas como uma substituição às fontes Postscript, possuem características diferentes e, sob certos aspectos, são superiores.
A principal vantagem das fontes TrueType é que todos os dados estão
armazenados em um único arquivo, de extensão *.ttf. Além disso fontes
TrueType permitem até 65536 caracteres (16bits), o que possibilita
sua utilização para a escrita das línguas orientais, especialmente
o Chinês, o Japonês e o Coreano.
Isto também permite o armazenamento de todas as páginas de código
em um único arquivo, facilitando a utilização em um ambiente multilíngüe
.
A principal desvantagem apresentada pelo sistema TrueType é que ele oferece menos detalhes sobre cada glifo -- tridimensional em Postscript e bidimensional em TrueType -- e por causa disso não imprimem tão bem.
Além disso o sistema foi desenvolvido meio às pressas, a partir da tentativa de unificar tecnologias vindas de sistemas muito diferentes (Macintosh e Windows são tão semelhantes quanto uma abóbora e um pastel: a mesma função, mas com princípios quase alienígenas um em relação ao outro).
Como conseqüência destas imperfeições, até empresas que desenvolvem produtos para a tecnologia TrueType se vêem em apuros às vezes: certo manual do Macromedia Fontographer mencionava em um trecho que ``ninguém na verdade sabe para que serve essa função''.
Apesar dos seus defeitos, este formato se popularizou porque a Apple e a Microsoft permitiram a livre utilização do formato, enquanto a Adobe exerceu estrito controle sobre seus formatos, alegando a necessidade de preservar a qualidade.